terça-feira, 4 de junho de 2013

Só até aos joelhos

Não sei se hoje protestaram com alguém do governo. Desliguei-me das notícias logo desde bem cedo, ainda antes da hora em que essa gente costuma aparecer em conferências, seminários e outras sessões parecidas. Mais à noite hei-de ver, num dos noticiários das nove dos canais por cabo. Provavelmente risos, sorrisos, narizes (de cavacos, perdão, de palhaços), gritos, cartazes, assobios, inclusive um ou outro empurrão e um saco cheio de palavrões. Se fosse eu preferia atirar pedras, pequenas, tipo aquelas da brita mais miúda, e atirá-las baixo, talvez até aos joelhos, ou no máximo até à cintura. Para só magoar um bocado. Mais alto não, e à cabeça nem pensar, independentemente de ser de um careca ou não. Pedras, com a crise, é melhor do que gastar ovos ou tomates, a menos que seja dos que já tenham apodrecido, e aí sim, aí vale pena.
Há um do governo que estudou comigo. Seria, digamos assim, uma excepção, a juntar às mulheres, claro (tirando a dos suópes, que faz quase lembrar um homem). A esse se calhar tinha de lhe ir falar. Perguntar-lhe como é que se meteu nisto. Tinha de ir na defensiva, não por vergonha de ele ter chegado tão alto estando eu cá por baixo no povo mas porque me lembro de que cuspia muitos gafanhotos. Um guarda-chuva talvez me ajudasse, mas agora é Primavera e poderia parecer despropositado (embora esta Primavera seja também ela um pouco despropositada). Mas podia ser que tivesse a sorte de ele estar curado. De já não cuspir quando fala. Caso contrário, enfim, antes pedras, que me atirasse pedras a mim. Das pequenas, das de brita. E até aos joelhos, já se vê. Agora gafanhotos...

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